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“GOSTAMOS DA NOSSA LÍNGUA” - O uso de estrangeirismos na nossa Escola – usar, não abusar

24 novembro 2017

No âmbito da disciplina de Português do 12º ano, foi proposta aos alunos a realização de um inquérito à comunidade escolar, no presente ano letivo 2017-2018, sobre o uso de estrangeirismos.

O inquérito, cujo público alvo foram 15 pessoas presentes,no passado dia 20 de outubro (sexta-feira) na EB2,3/S de Arcos de Valdevez, entre as quais alunos, professores e assistentes operacionais, abordava 5 questões.

 

           Neste artigo, serão apresentados os resultados obtidos por 3 alunos selecionados da turma A do 12.º ano.

 

Pergunta: “O que sabe a Comunidade Escolar sobre estrangeirismos?”

 

Na 1.ª questão pretendia-se saber o que as pessoas entendiam sobre estrangeirismos.Obtiveram-se 14 respostas certas e 1 resposta errada. A melhor resposta obtida foi:

“Termos de uma língua estrangeira adotados no nosso vocabulário e usados no nosso quotidiano, havendo ou não tradução desses termos na nossa língua.”

À 2.ª questão- “Tem o hábito de usar estrangeirismos?” - 87% dos inquiridos afirmaram que utilizam frequentemente estrangeirismos, entre os quais:«Ok», «Site», «Online», «Fairplay», «Bug» e «T-shirt». Os outros 13% dos inquiridos referiram que não têm o hábito de utilizar estrangeirismos, pois dizem que preferem termos da língua materna.img1

“O uso de termos estrangeiros ajuda a melhorar ou piorar a expressividade da nossa língua?” foi a 3.ª questão,tendo33% das pessoas inquiridas afirmado que os estrangeirismos têm prós e contras, uma vez que ajudam numa melhor comunicação/diálogo, porém as palavras portuguesas equivalentes vão sendo de certa forma preteridas.

A 4.ª questão baseou-se numa lista de palavras proposta aos inquiridos, perguntando-lhes se conheciam os estrangeirismos e se existiria alguma alternativa de expressão em português. A lista encontra-se abaixo:

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Nota: das 15 palavras, apenas 2 não foram traduzidas corretamente.

Para terminar o inquérito, a 5.ª questão foi “Deve-se apostar no uso dos estrangeirismos?”, tendo 13% afirmado «sim», fundamentando:“Pois alargamos os nossos conhecimentos e enriquecemos o nosso vocabulário e cultura”. 54% disseram «não», concluindo:“Devemos apostar na nossa língua materna, ter orgulho naquilo que é nosso, no que mantém a nossa identidade”. Os outros 33% afirmaram:“Depende”, uma vez que Apesar de ser uma mais-valia para a nossa comunicação, também são excluídas palavras da nossa língua,substituídas sobretudo por palavras inglesas (anglicismos)”.

Perante os resultados obtidos, entende-se que este tema suscita várias opiniões. Contudo, analisando os diferentes pontos de vista, chega--se à opinião consensual de que os estrangeirismos não são tão intrusivos na língua materna quanto muitas pessoas acreditam. Eles contribuem como pilares fortalecedores do léxico em casos em que não há nenhuma expressão lusa equivalente. Mas somente nestes casos.O tema já começa a ter alguma visibilidade e importância no meio escolar e a tendência é que o interesse pelo assunto cresça cada vez mais. Convém salientar que houve êxito na realização das tarefas relacionadas com este inquérito e os inquiridos participaram de forma satisfatória. Bem hajam pela sua preciosa colaboração.

 

Por Adriana Lima, Bruno Alves e Tânia Esteves (12.ºA)

com o apoio do Prof. António Machado

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